DOCE ROTINA

DOCE ROTINA
Empoderamento feminino. Futebol. Política, ou algo do gênero
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sexta-feira, 30 de julho de 2010

o passado que se faz presente

Ando nostálgica, imergida num passado que cheirava flores. Percebi que algumas coisas eram mais divertidas, ou mais bem vividas, na época em que as espinhas eram as maiores preocupações de nossas vidas. As músicas eram melhores, os filmes tinham roteiros fantásticos, as" boy bands" eram menos emotivas, as escolas eram disciplinadoras...
Li em uma matéria que, após os 30, não absorveríamos cultura: toda música que você curte, os títulos literários que você escolhe, as roupas que veste, etc...são frutos das seleções determinadas entre os 10 e 29 anos. Exagerado? Talvez não. Eu me reciclo, gosto do novo, mas a música, o filme, a banda, o livro da minha vida foram  escolhidos nos meados dos anos 80/90.
Talvez agora, estejamos tão envolvidos com nossas responsabilidades que não mais tenhamos a pureza de apreciar algo com a alma. Talvez a correria do cotidiano nos afaste do simples. Talvez o conhecimento nos afaste da inocência, e esta, por sua vez, seja a grande selecionadora de nossas vidas.
Quanto mais sabemos menos ternos ficamos. Indigna-me alguém que não decide por si, mas ao mesmo tempo, feliz deste que não enxerga a maldade, e por fim, não sofre com ela.
Todos conhecemos alguém que, mesmo tendo seu cabelo banhado pelo véu grisalho da maturidade, transmita a inocência de uma criança. É o preço do não saber. Isso, denuncia a possibilidade de alguns não se importarem com a falta do conforto, ou até mesmo, do necessário para se viver: nada sei, nada temo, nada me falta...
Bom era o tempo em que as contas não eram da minha conta, em contrapartida, bom saber que me instruíram para que eu possa assumi-las. Ah....saudades do Dominó: companheiro, companheiro vem, vem no balanço do mar...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Acabaram os convites para a festa da Democracia

05 de maio - Como todos pudemos saber (um salve para o Jornal Nacional), foi o último dia para o querido brasileiro alistar-se ou transferir seu título eleitoral. As filas dobraram quarteirões, salvo em um Cartório eficiente que fez multirões antecipados nos municípios (hehe).
Quase sempre esse final de alistamento é uma tortura, tanto para os cidadãos quanto para os servidores da Justiça Eleitoral, mas como de um limão ei de fazer uma limonada, elenco os melhores momentos dessa "festa da democracia".
Teve o caso da garota que ao tentar regularizar o seu título encontrou o pai no balcão do Cartório após oito anos. O cara fugiu de casa, abandonou mãe e filha e nunca mais voltou - deve ter usado aquela máxima do vou sair para comprar cigarro...A moça não o via desde então e justo naquele momento e simultâneamente os dois estavam regularizando suas situações no Eleitoral. Parafraseando padre Quevedo: Acaso non ecxiste!!
Teve também um garoto que ao ser questionado sobre ter um irmão gêmeo (pergunta feita para não gerar duplicidade) respondeu: gêmeo não, mas serve meu amigo que tá la fora? ãh??!!
Ah, não podia esquecer essa...teve um senhor que queria entender o porquê de ser aquele dia o último para a movimentação do título, então, pacientemente, uma servidora respondeu que teríamos, por lei, que encerrar o cadastro de eleitores 150 dias antes da eleição, para que haja tempo hábil para prepará-la - a urna no dia 3 de outubro está toda lindinha para receber seu voto, mas há muito o que fazer para que tudo aconteça dessa forma, conto em outra oportunidade. Depois da elucidação o afável senhor profere: para que tudo isso? eu faria tudo em 24 horas...Tribunal, contrate ele!!!
Acontece de tudo em final de alistamento. As pessoas não se atentam que os Cartórios Eleitorais estão abertos o ano inteiro e que, salvo em anos de eleição, podem regularizar suas situações e serem tratados a pão-de-ló, pois é com cortesia que fazemos nosso atendimento. É mais fácil perceber um prazo o qual devemos cumprir baseados numa chamada do Willian Bonner, se ele não tocar no assunto, alegam ignorância. Ficaria muito conformada se isso se restringisse apenas ao povo, mas, infelizmente, pude constatar que atinge quem governa. O dominante, eleito pelo povo, usa de artimanhas para confundir seu eleitorado. Tenta resolver tudo na força, dando "carteirada", e quando verifica que não consegue romper barreiras intransponíveis(Judiciário e Executivo são poderes distintos), ameaça: Se não fizer o que quero, corto o aluguel do Cartório. Ah, já ouvi muito sobre currais eleitorais, mas achei que fosse uma realidade dos rincões do nosso Brasil. Aqui não Excelentíssimo! A obrigatoriedade do voto é uma lástima, concordo. Faculdade, é o que ratifico. Mas, votar pela força, é o que se tem para o momento. Pense melhor nas escolhas, eu penso. Meus filhos não estudam em escola pública, uso meu próprio veículo, tenho seguro de saúde...quase não preciso do Governo, mas e você?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A saga do mosquito

24/04 – sábado
O estômago produz ruídos agudos. Inicia-se o “transporte de cargas”, os resíduos percorrem um longo caminho – 9 metros aproximadamente, enfim encontram o tubo digestivo (a luz no fim do túnel) e pimba! Só pombo é capaz de explicar. Esse processo, durante o dia, repete-se exaustivamente, encontro, afinal, um trono para o meu reinado.
O tempo anoiteceu caloroso. O ar-condicionado trabalha freneticamente. Eu destoo do ambiente: edredom, meias... Efeito da febre que faz companhia ao meu desarranjo intestinal.

25/04 – domingo
As pálpebras pesam, a cabeça pesa, até o cabelo pesa! As juntas doem (sem trocadilhos, por favor), e eu me sinto um ser com articulações de vidro. A coca-cola, doce companheira da boca seca, alivia-me a disenteria, enfim o reinado acabou... Esparramo-me no sofá.
26/04 – segunda-feira
Os músculos doem. Mais uma dose de Paracetamol e vou à luta. Chego ao trabalho, a fadiga me toma. Fim de alistamento eleitoral, horário estendido em prol do brasileiro que deixou tudo para a última hora... Resisto. O cansaço aumenta. Desisto. Vou ao hospital amparado por uma amiga, e descubro que não sou a única a sofrer desse mal. Nesta situação embaraçosa há apenas uma solução fatal e muito penosa: Soro na veia.
27/04 – terça-feira
Recebo o resultado: Dengue.
O mosquito me derrubou.
Moral da história: Limpem o quintal, PORRA!!!!

sábado, 3 de abril de 2010

Águas de março

Março se foi sem que eu postasse uma linha sequer, mas o mês das águas, que foi o palco de grandes atos em 2010, não pode passar despercebido.
Faz dois anos que a vida da menina Isabela foi interrompida abruptamente e, finalmente, foi proferida sentença condenando os réus, Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá - pai e madrasta -, à pena de reclusão de 31 e 26 anos, respectivamente, por homicídio triplamente qualificado. O promotor conduziu o caso com maestria, embasado nos laudos da perícia da Polícia Civil, uma vez que não foram os réus confessos e não havia manchas de sangue em suas roupas, diante disso a presunção de inocência era um caminho e poderia levar os reus à absolvição. É impressionante o estrago que pode causar o encontro de uma pessoa descontralada com um mimado. Ela destemperada, arredia, passional, louca... Ele inseguro, egoísta, frio, filhinho de papai... Infeliz encontro.
Acabou a insenção do IPI dos carros. Nunca se viu tantos carros vendidos, todos correram para aproveitar a oferta...oferta, qual oferta? O Brasil é o país com juros mais altos do mundo. Muitos foram beneficiar-se do último mês da redução do imposto, divindo o montante em 36, 50 e até 60 vezes! Aguardem as manchetes dos próximos meses: O número de inadimplentes cresceu consideravelmente no último mês.
E, por último, mas não menos importante: o C. TSE ratifica o que reza o art. 15, III, da Constituição Federal aprovando regras que dispõem sobre a instalação de seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e de internação de adolescentes para viabilizar o voto de presos provisórios no Brasil. Reconheço que há a necessidade de que todos, sem exceção, exerçam seus direitos/deveres de voto, por mais pernicioso que seja, porém falta foco ao Estado. Existem cerca de 336 mil presos no país, instalados em condições precárias e muitos, sem a devida atenção, permanecem presos por mais anos a que foram condenados. Como priorizar os direitos políticos e desprezar garantias fundamentais como a não submissão a tortura ou tratamento desumano.Primeiro a casa, depois os móveis...
Depois de tudo isso volto à vida circular do meu umbigo: o Henrique arquiteta novas travessuras, não pisca diante do discovery kids, imita todos os seus personagens prediletos - um fofo! A Letícia inicia-se no teatro, aprende a exteriorizar todos os sentimentos, e ainda sobra tempo para viver as inconstâncias da adolescência...Tudo um luxo!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Fui surpreendida novamente!

Esta semana fui surpreendida por duas vezes: a perda de uma amiga saudável e o surto de uma pessoa que, aparentemente, tinha um "pé no Tibet". São histórias distintas, os personagens e os locais não se confundem entre si, mas há um ponto em que elas se cruzam - o inesperado.
No primeiro caso a pessoa era ativa, mãe, mulher, no auge da maturidade. Ela era como aquelas mães de comercial de margarina - cuidava dos filhos, marido e pais com muito afinco. Tudo estava no seu controle, mesmo que às vezes, aos olhos dos outros, parecia que ela era a continuação do marido. Ela guiou sua família, crédula de que só passaria o guidom quando estivesse bem velhinha...ledo engano. Ela partiu, cumpriu seu ciclo. Agora, será que teria sido menos penoso se ela tivesse preparado os seus entes durante toda a vida? Não de forma mórbida, mas sutilmente, com a passagem contínua do bastão do controle. É comum do ser humano protelar tudo o que está ligado a morte, mas se você tivesse que partir hoje, teria dito e feito tudo a todos? Teria  economizado o suficiente para deixar confortável a situação de quem depende de você? Teria ensinado aos seus filhos a sobreviverem sem você? Às vezes negar é ensinar a pescar...
Na segunda história existem duas protagonistas: quem surtou e quem o provocou. Uma é calma, preza pela política da boa vizinhança, não se  colocava em conflitos, muitas vezes estava em cima do muro. A outra sempre se expunha, não deixava nada passar em branco. Adepta do lema: quem tem ouvido que ouça! Esqueceu-se de que a recíproca é verdadeira, foi traída pela própria língua. O acúmulo do insatisfeito provocou uma grande ira, e tudo, que até então não era questionável, veio à tona. Agora, será que posicionar-se e apresentar ao outro suas discrepâncias não evitariam um confronto? Assim como, pelo outro lado, respeitar os limites dos outros, evitando comentários paralelos, palavras ofensivas, ou ironias desnecessárias anulariam esse ambiente de guerra. As vezes o silêncio é pacificador...
Diante desses casos, seria possível evitar os danos e não ser pego assim tão de surpresa? A morte é um fato, e ninguém passa pela vida sem discutir ou discordar, mas atenuar seus efeitos talvez seja possível.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Nas batucadas dos meus tantans...

É carnaval. O Brasil está contaminado pelos ziriguinduns e tanrantantans....e eu, nada foliã, e não encontrando um maldito de um canal que não mostre uma "peladona",  resolvi postar um desabafo sobre esta festa que posterga o desenvolvimento deste país.
Tópico 1: Sambas enredos - Depois das noites ilustes de sexta e sábado, qual o samba que você está cantarolando pelo quintal? Nenhum?!Não é possível, depois de tocar exaustivamente - cerca de 50 vezes cada - você não conseguiu decorar nemhum refrão? Quantas os puxadores devem repetir para que, finalmente,  decore? Estão ruins, né? Onde estão os autores dos "clássicos": Me leva que eu vou, sonho meu, atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu (eu eu!)...é lindo o meu Salgueiro, contagiando e sacudindo essa cidade...sou gaviões, levanto a taça...Por que eles não fizeram um pacotão pra explodir anualmente um samba de qualidade pelos próximos 20 anos? Pois é, o samba está ruim mesmo, dificil de sair cantarolando se você não for da "Comunidade".
Tópico 2 : Evolução - A escola deve passar harmoniosamente pela avenida. Começam todos vestidos: Comissão de frente - somente os olhos aparecem;  Abre-alas - plumas e paetês, apenas as canelas estão de fora;  Ala das baianas (ou peão da casa própria, como queira!)-  não precisa nem comentar o quanto tem de roupa por lá, aliás, muita roupa e pouco samba (as ""tiazinhas" só sabem rodar!); eis que começa a evolução, ou melhor, o festival de nudismo gratuito. O desenvolvimento progressivo segue esta ordem: 1- com calcinha, tipo biquini, e sutiã (madrinhas e rainhas de bateria); 2 - com calcinha, mas sem sutiã (destaques de carros alegóricos); 3 - com tapa sexo, e nada mais ( as que querem 15 minutos de fama) e 4 - as com uma tinta nas partes privadas ( as que perderam os 15 minutos de fama e partiram para o tudo ou nada).
Tópico 3: Bateria - Consiste em bater no tambor, no tamborim e derivados, nada muda. Porém, um dia, um tão sábio "mestre de bateria" inventou uma tal de paradinha...opa, beleza, vai acabar com a coisa...mas, infelizmente, a coisa durou pouco, segundos aliás, e continou a batucada...
Bom, quarta de cinzas está por aí...tudo volta ao normal, o Brasil continua o seu progresso e os positivistas saudosistas podem descansar com a volta da ordem. Opa, espere um pouco! Ano de Copa do Mundo, adiamos o retorno para julho. Opa, ano de eleição - adiamos o retorno para novembro. Opa, natal....então voltamos a ativa em 2011, mas só depois do carnaval!
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Dicas para ocupar o tempo no trânsito

Essas últimas semanas foram bem úmidas... todos os veículos de comunicação noticiaram acerca do grande estrago causado pelas chuvas. Eu confesso que, embora "mofada", não queria embalar a massa e falar sobre o assunto, prefiro ação à reclamação. Porém, nos meus 5 minutos de ócio (mente vazia moradia do capeta!) lembrei-me de que fui mestra em ocupar meu tempo no trânsito, e pimba! arranjei uma forma de fazer benevolência! seguem as dicas:

  1. Durma (se for pobre e andar de "busão") - nada melhor que repor as energias encostada no vidro embaçado de respiração alheia;

  2. Leia um bom livro - tá reclamando de quê? Gata, tem correr atrás do prejuízo, até sua prima de 5 anos já leu o pequeno príncipe(!);

  3. Estude para concursos públicos - chega de ser pobre e andar de "busão";

  4. Ouça a CBN, Jovem Pan AM, Bandeirantes - Você precisa ampliar seu cabedal de assuntos...aliás, você vai ficar tanto tempo no trânsito que não vai dar pra acompanhar o noticiário enlatado do Jornal Nacional;

  5. Jogue Sudoku - Vai ajudar a desenferrujar esse cérebro molhado...;

  6. Preste atenção na conversa alheia - Dessa forma você vai ver que desgraça pouca é bobagem! (principalmente se o destino do seu "busão" for São Matheus e similares);

  7. Pense positivo - vai que um anjo passa e diz amém! rs.

  8. Refaça o orçamento e comece a economizar - Tá na hora de criar coragem e pular fora desse inferno!
Embora muitos pesquisem, ainda não dá para afirmar que todas essas catástrofes são cíclicas, apocalíptas, devastações humana...cada um tem a sua tese, mas, enfatizo, lamentar não muda nada!