My sweet daily,
Após um longo período atribulada com os afazeres da "festa da democracia", voltei! Muita coisa aconteceu nesse ínterim, mas nada que a imprensa não tenha elucubrado - cansei! - resolvi, então, postar sobre o que meu ócio fez saltar aos olhos: as fotos do Orkut.
Tenho uma conta na comunidade mais popular do país. "Re-encontrei" amigos, conhecidos, inimigos, admiradores, admirados, fofoqueiras...e neste ambiente protagonizam-se diariamente a vida de anônimos. A comunicação verbal é corriqueiramente precária, mas o que mais me diverte são as comunicações não verbais: as fotos. Elas corroboram ou refutam o momento de cada usuário: classe social, estado emocional, religião, escolaridade, nada passa despercebido.
Muitos fazem dos álbuns verdadeiros açougues onde são expostas maminhas, coxinhas, buchinhos, orelhinhas, costinhas....rs! É hilário! Em uma outra passada notam-se a atual situação civil dos membros, pois fotos antes acompanhadas são substituídas por poses solitárias, insinuantes, e dependendo do grau de disponibilidade, com pouca roupa e dedinho na boca. Espetacular! Divirto-me deveras! Nestes casos as fotos dos filhos são retiradas, ou colocadas em segundo plano, afinal, neste momento, os pimpolhos podem assustar os pretendentes.
Diante disso tudo pensei: é necessário ser ético na internet? O velho "olho no olho" nos norteava a condutas mais apropriadas, mais polidas, já a internet - a ótica de muitos - mascara, oculta, suaviza. Ser um anônimo na internet talvez seja mais popular do que ser a garota gostosa do colégio, com a horrível premissa de que quem te observa, ou te re-encontrou, tem uma idéia de que você talvez não seja exatamente aquilo que esteja "vendendo".
Adoro álbuns do Orkut. Impagáveis.

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