DOCE ROTINA

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Os deleites do orkut

My sweet daily,
Após um longo período atribulada com os afazeres da "festa da democracia", voltei! Muita coisa aconteceu nesse ínterim, mas nada que a imprensa não tenha elucubrado - cansei! - resolvi, então, postar sobre o que meu ócio fez saltar aos olhos: as fotos do Orkut. 
Tenho uma conta na comunidade mais popular do país. "Re-encontrei" amigos, conhecidos, inimigos, admiradores, admirados, fofoqueiras...e neste ambiente protagonizam-se diariamente a vida de anônimos. A comunicação verbal é corriqueiramente precária, mas o que mais me diverte são as comunicações não verbais: as fotos. Elas corroboram ou refutam o momento de cada usuário: classe social, estado emocional, religião, escolaridade, nada passa despercebido. 
Muitos fazem dos álbuns verdadeiros açougues onde são expostas maminhas, coxinhas, buchinhos, orelhinhas, costinhas....rs! É hilário! Em uma outra passada notam-se a atual situação civil dos membros, pois fotos antes acompanhadas são substituídas por poses solitárias, insinuantes, e dependendo do grau de disponibilidade, com pouca roupa e dedinho na boca. Espetacular! Divirto-me deveras! Nestes casos as fotos dos filhos são retiradas, ou colocadas em segundo plano, afinal, neste momento, os pimpolhos podem assustar os pretendentes. 
Diante disso tudo pensei: é necessário ser ético na internet? O velho "olho no olho" nos norteava a condutas mais apropriadas, mais polidas, já a internet - a ótica de muitos - mascara, oculta, suaviza. Ser um anônimo na internet talvez seja mais popular do que ser a garota gostosa do colégio, com a horrível premissa de que quem te observa, ou te re-encontrou, tem uma idéia de que você talvez não seja exatamente aquilo que esteja "vendendo". 
Adoro álbuns do Orkut. Impagáveis.

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