DOCE ROTINA

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Empoderamento feminino. Futebol. Política, ou algo do gênero
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sábado, 19 de março de 2011

Se o mundo acabar em 2012, eu me mato!

O mundo acaba todos os dias para quem sai deste plano. Essa é a minha concepção de fim de mundo. Essa semana foi muito chata, a maioria das pessoas só sabiam corroborar a idéia do mundo acabar em 2012. O Japão com a sua desastrosa localização e os últimos acontecimentos reforçaram essa tese.

Embora o sentimento de pesar e comoção– pelo menos dos ocidentais – confirmem a tristeza, muitos comentários foram aventados de forma desorientada. Ouvi que essa tragédia era o primeiro soar da trombeta (!?), que tudo estava escrito, que alguém somou, dividiu, multiplicou, converteu alguns números e, pasmem(!) estava previsto um terremoto no Japão. Vi também (e essa foi a pior porque foi veiculada pela mídia local) que um tremor de terra sacudiu Ibirá – próximo de São José do Rio Preto – e que não tinha associação com os tremores do Japão (ah vá!) ,mas que 2012 estava próximo…Um rapaz da academia, que é seguidor de uma igreja protestante, ressaltou que não iria no culto da noite porque o pastor certamente iria pregar 2 horas sobre o fim do mundo.

Várias teorias corroboram o fim do mundo, outras diversas refutam. O mundo é cíclico. A população é renovada: seja porque Adão comeu a maçã induzido por Eva e nos condenou ao pecado original, seja porque as células, alimentadas por oxigênio, envelhecem. Escolha a sua tese. Para mim o mundo vai acabar quando eu fechar os olhos, em definitivo, e não conseguir mais me comunicar com ninguém desse plano. É claro que adiantamos, muitas vezes, esse processo, mas ele é tempestivo. Ou não. Bom, no mínimo, se eu estiver errada, esse blog se encerra em 2012.

sábado, 12 de março de 2011

Courinhos insistentes

Courinho filho de uma égua. Já ouviram essa?
Avessos ao carnaval, fomos nos “esconder” e rever meus sogros em Terra Rica-PR, uma cidade que até o google maps pede informação pra saber onde fica. A vida por lá é bem pacata. Não há grandes comércios, eventos e na tv aberta, apenas a velha e boa Globo,  detentora de um bom satélite e o SBT expandindo seu mercado do Baú da Felicidade. A mídia impressa chega com alguns dias de atraso – jornal é a notícia de ontem, imagine por lá – e nem todas as publicações tem uma logística tão habilidosa.
Certa noite, meu sogro recebeu uns amigos para um churrasco. Um dos casais tem uma bebê da idade do meu filho: 2 anos e 10 meses. Bebês são impagáveis. Bebês são espertos, ativos, comunicativos…dentro de nossas casas. Fazem tudo que pedimos, salvo se uma terceira pessoa estiver presente, aí, esquece(!), assinamos o atestado da mentira. A mãe da pequenina disse que ela falava de tudo, a toda hora, era mais comunicativa que o Silvio Santos! Não me espantei com o seu silêncio. Meu filho também é assim, faz o que quer, onde quer, desisti de me ixibir com ele. Meu filho e a bebê, com as suas comunicações codificadas, interagiram a noite toda. Em um momento, após desistirem de correr e pararem para comer, a mãe da pequena a serviu com um pedaço de carne. A carne com um pequeno nervinho, foi cortada insistentemente pela mãe, assistida pelos olhos atentos da pequena. A casa estava em silêncio, apenas as batidas dos talheres eram ouvidas. A mãe insistia com a carne. A casa estava em silêncio, apenas o mastigar frenético era ouvido. A mãe insistia com a carne. A pequena impaciente com a insistência da mãe, até o momento calada, emitiu um som sem rodeios: ÊÊÊÊ COURINHO FILHO DE UMA ÉGUA!! A mãe quase faz a criança engolir o prato diante do espanto e dos risos dos presentes…
Terra Rica teve aversão pelo progresso até os últimos 6 anos de sua história a apresentarem a uma usina. O mercado de trabalho cresceu.  A economia cresceu. Os buracos nas ruas cresceram. A estrutura e os costumes da cidade não. Na TV aberta, mudo de canal impacientemente: Globo, SBT, Globo, SBT…Ê courinho filho de uma égua!