DOCE ROTINA

DOCE ROTINA
Empoderamento feminino. Futebol. Política, ou algo do gênero
Powered By Blogger

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

We are folia!

Folia? Segurem-se, a putaiada tá credenciada!

O carnaval é como um sistema: pequenas células se movimentam interconectadas, gerando, criando, divertindo. Eu o entendo como um criador de empregos, transbordador da alegria…agora, carnaval como conceito de liberdade, é exigir demais do coitado do feriado, não é não?

Uma mulher fruta(!) – dessas, cheias de carne –, disse antes de um desfile que, ao compor seu figurino com o menor tapa sexo(!) de todos os tempos, estava expressando o conceito da sua fantasia: liberdade. Ela, ainda, afirma que adora dançar pelada. A liberdade é a ausência de submissão, da servidão. É a independência do ser humano, não apenas física, mas comportamental.

Eu não condeno a festa do povo. Carnavais de outrora levavam as famílias às ruas. Era a hora de brincar num mundo que era sério demais. Parecia divertido, secundário. Hoje, é meta, é prioridade. Isto sim é importuno. A gente tem tudo pra fazer tudo certinho - como diz um amigo: tá super fácil, é só não babar que dá certo - , mas as pessoas abusam do álcool, banalizam o sexo, emporcam a cidade, mijam na rua…é como se quisessem repor o pecado perdoado, confessado na noite de natal (rs!). A moça da fruta, por exemplo, não vê a hora de mostrar (ou não) o seu nano tapa sexo, e aproveitar a deixa para se promover lançando mão de uma frase impactante. Fique pelada amiga fruta, mas fique quieta! Pelamor!

É carnaval. É folia. É alegria. É pausa brasileira de 5 dias, que dura o ano inteiro.