Todo mundo tem o direito de ser amado incondicionalmente.
A discussão sobre o casamento de homossexuais trouxe à tona um preconceito adormecido: a homofobia. O inquieto convívio com os diferentes – do ponto de vista dos “pseudo” comuns – tem gerado manifestações impetuosas, fundamentadas no absurdo incômodo de avistar os carinhos trocados por aqueles do mesmo sexo.
Por mais que cause estranheza a alguns – ou muitos – as escolhas devem ser respeitadas. O livre arbítrio é um pilar que deve ser sustentado. Se o caminho é correto, ou não, o que se trouxe à baila terá seu retorno. E isso basta! As omissões serão preenchidas, os excessos cortados. O amor não é desigual. Não se perturba. Não se altera.
Contudo, o que me causa maior descontentamento é ver que alguns não toleram a adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Acham que opção sexual é como gripe: é viral. Preferem crianças esquecidas em orfanatos, desprovidas de carinho, ao amparo daqueles que possuem amor em demasia. Um pensamento edificado na disposição egoísta daqueles que só sentem se enxergam. Ignoram-se crianças crescendo à margem da sociedade e repudiam-se esses futuros marginais. Simples assim.
Não posso partilhar de uma idéia tão tola. Dói saber que o preconceito é capaz de prejudicar o refúgio dos indefesos. Se tem alguém que tenha amor de sobra pra doar. Que deixem doar! Todo mundo tem direito de ter alguém que o considere o mais importante. O mais especial. O único. Que morra e mate por ti. O direito de ser escolhido por Deus para viver ao lado de quem fez qualquer escolha.
