DOCE ROTINA

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

LUTO

LUTO. Fatiga-me a falta de compaixão, a insanidade não percebida, o fanatismo…A morte de muitos por um louco. O que dizer? A quem reclamar? O que clamar?

Não há palavras que descrevam a dor dessas famílias que, estupidamente, tiveram as vidas de seus filhos ceifadas por um louco. As imagens dramáticas explicam-se.

Loucura não se mede. Psicopatia, muitas vezes, passa despercebida. Então, qual prevenção adotar? Como agir? Estudos mostram que transtornos ressaltam-se, na maioria das vezes, provocados pelo ambiente: mãe alheia; pai ausente; abusos físicos; persuasão religiosa…

A carta deixada pelo infeliz, intui-se que ele era religioso. Ele rotulava a sociedade entre puros e impuros. Alguém deve ter pregado essa proposição a ele. O exagero e o chamado da “voz interna da loucura “ o conduziram ao abismo. Talvez devamos ser mais cuidadosos com nossas certezas “suscetíveis”, moderarmos nossa teoria de donos da verdade. A fé, na minha humilde concepção, não é coletiva. Não dá pra reparti-la. Cada um, na sua experiência com Deus, é capaz de fidelizar seu compromisso com o que acredita.

Que cada família fidelize seu compromisso com o que acredita, seja o que for, desde que a conforte.