DOCE ROTINA

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Empoderamento feminino. Futebol. Política, ou algo do gênero
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Em busca da felicidade

Hoje comprovei que nada é absoluto. A felicidade, então, deve ser o paradigma da relatividade. Um carro novo pode trazer muita satisfação, mas um cocô, meu amigo, é o elixir da felicidade.

Meu filho tem 2 anos - quase 3 - e há alguns longos 4 meses estamos tentando tira-lo das fraldas. Ah, as benditas fraldas…ecologicamente incorretas, mas perfeitas para mulheres do séc. XXI. Não conseguiria me imaginar lavando-as se fossem de pano, contudo, obra do destino fanfarrão, acabei trocando-as pelas cuecas.

O treinamento nem foi tão exaustivo assim, em duas semanas meu baby já estava um perfeito “Ronaldinho” na arte do xixi, nem fazia mais durante a noite. Tudo caminhava para uma inscrição no Guines: o bebê que domina a arte do peniquinho. O mundo, senhores, era de glórias! Mas, como fácil é só mastigar água, veio o caos: cocô no peniquinho, nem pensar! Haja cueca suja e sabão de coco. Haja resistência física e psicológica. Haja PACIÊNCIA! Tentamos de tudo: Nos despedimos, expulsamos, cantamos, dançamos para o cocô. Ele (sim, o cocô) era quase uma quinta pessoa em minha casa, um eremita morando em uma pequena caverna, pronto pra descobrir o mundo a qualquer momento. E que momento: antes do banho; logo após o banho; logo após o soninho; antes de um passeio; até mesmo no alto do escorregador! Revezávamos na limpeza, se a coisa continuasse era provável que adotaríamos números e faríamos rodízios. Tempos complexos.

Hoje, senhores, o meu filhote rendeu-se completamente ao trono – depois de umas “ameacinhas”, confesso – mas, o inesperado cocô nas calças faz parte do passado. Sou a pessoa mais feliz do mundo, e nada, nada mesmo, é mais sublime! Adeus cuecas meladas!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Nota de falecimento

Cumpro o doloroso dever de comunicar o falecimento da Esperança corintiana em ganhar a Libertadores, ocorrido na noite desta quarta-feira (02/02/11), vítima de um enfadonho time colombiano.

Sua trajetória é marcada pelo sofrimento.  Nasce em 1977 e, inexperiente, cai na primeira fase. Após 14 anos, arrisca-se mais uma vez,  luta, passa pela primeira fase, contudo é ceifada pelo Boca Juniors. Em 1996 repete o feito, mas não contava com o bom desempenho dos gremistas em terras alvinegras. Em 1999 e 2000 infla-se novamente, motivada pelas conquistas no Brasileirão e a formação de uma equipe excelente. Mas no meio do caminho tinha uma pedra, e essa pedra era verde…o Palmeiras derrota o Timão e na segunda ocasião, barrados pelas mãos do Marcos os pés do, talvez, maior ídolo que a Nação elegeu: Marcelinho Carioca, a Esperança quase que não respira mais. Isola-se, concentra-se, organiza-se e surge renovada. Em 2003 e 2006 cultiva novas inimizades: River Plate.

Polêmica, sempre suscitou as maledicências dos adversários, que insistiam em dizer que ela não conseguiria concluir seu objetivo com êxito. Em 2010, no ano do centenário do Timão, quis contrapor as difamações, mas aí, sem sorte – e só por causa dela – caiu diante do Flamengo.

Encontrava-se enferma desde 05/12/2010, quando no Serra Dourada, diante do Goiás sentiu as primeiras dores. Em 2011, 02/02/11, as 11h50min não resistiu. Deixa mais de 30 milhões de apaixonados órfãos e o desejo de que surja, brevemente, como uma fênix.