Hoje comprovei que nada é absoluto. A felicidade, então, deve ser o paradigma da relatividade. Um carro novo pode trazer muita satisfação, mas um cocô, meu amigo, é o elixir da felicidade.
Meu filho tem 2 anos - quase 3 - e há alguns longos 4 meses estamos tentando tira-lo das fraldas. Ah, as benditas fraldas…ecologicamente incorretas, mas perfeitas para mulheres do séc. XXI. Não conseguiria me imaginar lavando-as se fossem de pano, contudo, obra do destino fanfarrão, acabei trocando-as pelas cuecas.
O treinamento nem foi tão exaustivo assim, em duas semanas meu baby já estava um perfeito “Ronaldinho” na arte do xixi, nem fazia mais durante a noite. Tudo caminhava para uma inscrição no Guines: o bebê que domina a arte do peniquinho. O mundo, senhores, era de glórias! Mas, como fácil é só mastigar água, veio o caos: cocô no peniquinho, nem pensar! Haja cueca suja e sabão de coco. Haja resistência física e psicológica. Haja PACIÊNCIA! Tentamos de tudo: Nos despedimos, expulsamos, cantamos, dançamos para o cocô. Ele (sim, o cocô) era quase uma quinta pessoa em minha casa, um eremita morando em uma pequena caverna, pronto pra descobrir o mundo a qualquer momento. E que momento: antes do banho; logo após o banho; logo após o soninho; antes de um passeio; até mesmo no alto do escorregador! Revezávamos na limpeza, se a coisa continuasse era provável que adotaríamos números e faríamos rodízios. Tempos complexos.
Hoje, senhores, o meu filhote rendeu-se completamente ao trono – depois de umas “ameacinhas”, confesso – mas, o inesperado cocô nas calças faz parte do passado. Sou a pessoa mais feliz do mundo, e nada, nada mesmo, é mais sublime! Adeus cuecas meladas!
